Ermida [Cascatas do Tahiti no rio Arado]


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No WIKILoc...

 

 

Gerês, 25 de agosto de 1942

ÁGUA
Água a correr na fonte,
Uma quimera liquida que sai
Das entranhas do monte
A saber ao mistério que lá vai...
Pura,
Branca, inodora e fria,
Cai numa pedra dura
E desfaz o mistério em melodia...

Miguel Torga - Diário II

Ermida está descrita na página das Cidades, vilas e aldeias. No entanto o passeio não é exatamente à povoação, embora ele comece, a pé, nesse espaço.

Comecemos a descrição.

 Vindo pela Estrada Nacional n.º 308-1, depois de passar Vilar da Veiga e antes de chegar às Caldas do Gerês, vai encontrar um entroncamento à direita, com uma pequena rotunda onde se encontram várias placas, características do parque, tendo uma delas a indicação de Ermida. Vire aí e siga por essa estrada que tem tanto de apertado como de bonito. Valha ao menos ter um ótimo piso...

 

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Ermida...  

Santa.

 

Igreja paroquial.

 

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Torre sineira da igreja.  

Espigueiro, junto à igreja.

 

Fontenário: molhe a boca...

 

Depois de andar cerca de 5 Km, vá com atenção porque vai encontrar um desvio (estrada florestal) para a direita, devidamente assinalado com uma placa indicando “Cabril” que o levará diretamente ao destino que traçámos: as cascatas do Tahiti. Cuidado que esta estrada está (estava) em muito mau estado e com muitos precipícios à direita. Ao fundo vai contemplando a albufeira da barragem da Caniçada, entrecortada por grandes ravinas, encostas e muito arvoredo.

Se quiser uma aventura mais em contacto com as pessoas da região e, até, mais divertida e diferente, siga em frente; não desvie.

 

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Arco da festa.  

Embrenhe-se...

 

Sol e sombra.

  

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Rua.  

L oja.

 

Deixe-se levar.

 

Chegados à Ermida, e depois de ter sido alvo da curiosidade de quem lá mora, estacione o carro junto à Igreja Paroquial e embrenhe-se pelos caminhos da povoação, cumprimentando as simpáticas pessoas que à porta surgem. Depois de descer bastante tempo, mais ou menos 30 minutos, chegará à ponte de madeira (agora de cimento e ferro) que passa por cima do rio Arado. Estará no ponto onde terá de deixar o carro se veio pelo tal atalho-aventura.

 

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Cancela.  

Deixar o carro.

 

Caminho escondido.

 

Prepare-se para mais uma aventura fascinante na Serra do Gerês.


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Prepare-se.  

...

 

Desça com cuidado.

 

Antes da ponte, à direita, existe um caminho escondido entre as silvas e giestas que dá acesso ao rio. Vá por aí se veio munido de calças de ganga, ou de montanhista, e de botas de montanha. Se não, desista...

Desça as rochas com cuidado. Aprecie os moinhos. Cuidado com os poços de água no leito do rio (explore-os numa outra oportunidade com fato de mergulho ou, no mínimo com óculos de mergulho... são fascinantes, mas fundos). Cuidado ainda com o tronco que vai ter de passar para alcançar o rego de água que se encontra na outra margem. Se tem vertigens, muito cuidado.

 

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Rio Arado, antes da ponte.  

...

 

Moinho de baixo.

 

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Moinho de cima.  

...

 

Junto à ponte.

 

Daí até descer ao ponto de confluência do rio Arado e do rio Fafião é relativamente fácil.

 

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Descer...  

...

 

...

 

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...  

Do outro lado...

 

Rego de água...

 

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Refrescante.  

...

 

Caminho pelo rego: mais difícil.

 

Quando chegar ao fundo, estenda-se na areia, olhe para o rio Arado e contemple aquilo a que este grupo de exploradores chamou “As cascatas do Tahiti”. Pode descansar e retemperar forças com um whiskizinho, levado religiosamente no bolso de propósito para estas ocasiões, ou então do sempre apetecível bagaço.

 

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Caminho pelos moinhos...  

...

 

Kata-arassein [de cima para baixo+golpear]

 

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Força.  

Paz.

 

Areia.

 

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...  

Caminho da esquerda...

 

Atravesse...

 

Agora tem duas hipóteses: ou volta ao ponto de início pelo mesmo caminho ou ainda não está cansado e decide explorar um pouco mais.

 

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... com cuidado.  

Rio de Fafião.

 

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Se foi a segunda, coincide com aquela que nós tomámos.

  

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...  

Ao longe.

 

...

 

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Tranquilidade.  

...

 

Aproximação.

 

Siga o rio agora formado, que mantém o nome de Fafião, passando poças e poços, praias e falésias. Nós ficámos numa larga piscina que, pensámos, só ser possível atravessá-la de barco. Pensamos que se continuar mais um pouco, chega à albufeira.

  

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Descendo o rio...  

...

 

Cascata do Tahiti: por nós batizada...

 Escusado será dizer que aqui tudo é original, tudo é natureza, tudo é bonito...